Nosso primeiro tema é a Etnografia (do grego έθνος, ethno – nação, povo e γράφειν, graphein – escrever), ou seja, em um termo geral “A etnografia é uma linha da antropologia. A antropologia estuda as pessoas e suas culturas em um alto nível de abstração. Etnografia implica em tentar entender as pessoas, não suas personalidades, aspectos psicológicos ou movimentos sociais, mas as pessoas como seres embutidos em ‘redes de significado’. É pensar nas pessoas da mesma maneira como elas se identificam. Um dos principais aspectos da etnografia é a participação: você entende os aspectos de outra cultura vivenciando-a: indo lá , estando lá, fazendo as coisas que eles fazem e como eles fazem…” (Genevieve Bell, maio de 2004).
A etnografia desenvolve-se no final do século XIX e início do século XX, como uma tentativa de observação mais holística dos modos de vida das pessoas. Foi encontrada primeiramente em livros de viagem, descrevendo sociedades exóticas. Muitos desses livros foram criticados por serem incompletos ou por dramatizarem excessivamente os fatos descritos. Houve também neste período um estudo de caso descrevendo os modos de vida desses “povos exóticos”, introduzindo desta forma a etnografia que daí se desenvolveu. Um dos marcos históricos na etnografia é o controvertido trabalho de Margaret Mead – Caming of Age in Samoa, desenvolvido na universidade de Columbia, intitulado: um trabalho monográfico em pesquisa educacional. No entanto, a etnologia ficou e ainda permanece como suporte para a etnografia moderna.
A etnografia proporciona em ambientes de trabalho um rico entendimento de como as pessoas realizam suas tarefas, aprendem, se comunicam, fazem escolhas etc.
Compreensões pós-modernas da etnografia são marcadas pela concepção de que todo aspecto da existência humana é culturalmente construído, o que os torna particulares e localizados, sem possibilidades de generalização. Nesta concepção, o significado social de uma situação histórica é sempre relativo e temporário. A etnografia dedica-se “compreender como este momento histórico universaliza a si próprio na vida de indivíduos específicos” (Denzin Apud Vidich & Lyman, 2000). O etnógrafo não é um mero observador da história, mas sim um participante e informante do processo.
Tá ok, mais o que tem isso com o Marketing?
Entendendo como as pessoas se relacionam em seus grupos, tribos e cultura, pode-se projetar, desenvolver e vender soluções que são úteis para as pessoas.
Métodos de coleta de dados:
- Observação participativa e/ou não participativa (fiel notes).
- Entrevistas semi-estruturadas e não-estruturadas (transcrição das entrevistas).
- Gravação de vídeos.
- Coleta de documentos.
- Utilização de diários (diary studies).
Abaixo um videozinho tosco, porém informativo.. rsrs
Fontes: sites UFPA/ INES/ Aulas FGV
